domingo, 27 de fevereiro de 2011

Aparelhos de MP3 aumentam problemas de audição

Estudo revela que o número de jovens com traumas sonoros no ouvido cresceu devido ao excessivo volume dos reprodutores de música

EFE | 10/02/2011 16:15


Foto: Thinkstock Photos


Na Espanha, um milhão e meio de pessoas sofrem com os zumbidos e, delas, 80% são jovens
O uso de reprodutores de música MP3 e MP4 com um volume superior aos 80 decibéis está provocando um aumento dos problemas de audição nos jovens de 10 a 35 anos, segundo o divulgado nesta quinta-feira em um reunião de especialistas em Barcelona.
Os presentes em um curso internacional de audiologia que reúne 50 especialistas destacaram que o número de jovens com traumas sonoros no ouvido cresceu devido ao excessivo volume dos reprodutores de música e, perante esta situação, fizeram um pedido à indústria para "limitar o som".
O professor da Universidade de Barcelona Joan Domènech Oliva explicou que os zumbidos, que são ruídos contínuos do ouvido que hoje em dia ainda não têm cura, são a principal consequência do volume excessivo, um problema que já afeta 4% da população e, especialmente, pessoas entre 10 e 35 anos.
Calcula-se que  Domènech assinalou que graças à legislação sobre prevenção de riscos trabalhistas e a existência de meios para prevenir o excesso de ruídos diminuiu o número de casos de zumbidos entre os trabalhadores.
No entanto, a patologia não foi reduzida devido ao grande aumento de casos entre os jovens como consequência do uso de reprodutores de música digitais.
Um total de 4% da população espanhola e de outros países industrializados padece de ruídos constantes graves no ouvido e 1% da população tem uma situação de gravidade extrema, que influi em sua vida diária, afetando gravemente o estado emocional e psicológico.
Perante esta situação, os especialistas recomendam aos jovens que vão para discotecas ou shows e ficam com assobios nos ouvidos que persistem por horas que procurem um especialista para iniciar um tratamento preventivo com o objetivo de evitar o surgimento de zumbidos, que podem chegar a ser crônicos.
Neste sentido, o doutor Joan Domènech ressaltou que seria um grande passo se os reprodutores de música e vídeo incorporassem um indicador de volume ou um limitador, já que acima de 80 decibéis o ouvido corre perigo. Além do trauma sonoro, os zumbidos também podem surgir por infecções graves, otosclerose, ou como efeito secundário de alguns remédios
 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Gagueira é problema neurológico


Fluxo da fala pode ser restabelecido se o problema for identificado e tratado precocemente

Chris Bertelli, iG São Paulo | 16/02/2011 10:48


Foto: Divulgação
A hora do discurso apavorava o rei George VI
“Se é difícil para um rei, imagine para um plebeu.” Foi assim que Paulo Amaro resumiu as dificuldades de quem gagueja, logo depois de assistir o filme “O discurso do Rei”, que conta a história de superação do rei George 6º, que sofria de gagueira.
Além de enfrentar a dificuldade para se expressar diariamente, ele também precisa lidar com o preconceito, as piadas e a falta de informação.
“Pouca gente sabe que esse é um problema neurológico”, afirma a fonoaudióloga Ignês Maia Ribeiro, presidente do Instituto Brasileiro da Fluência (IBF).
A gagueira é um distúrbio da fala em que os sons, as sílabas e as palavras são repetidas ou prolongadas, interrompendo o fluxo do discurso.
“A pessoa consegue iniciar a palavra, mas fica 'presa' em algum som ou sílaba até que o cérebro consiga gerar o comando necessário para dar prosseguimento ao restante da palavra”, explica a fonoaudióloga Clara Rocha, do Grupo Microsom, especializados em produtos para os distúrbios da fala.
A incidência é maior dos 2 aos 4 anos, quando atinge cerca de 5% da população brasileira. Acima dessa idade, no entanto, o índice cai para 1% e tem uma prevalência maior entre os meninos, na proporção de quatro para uma menina.
Ainda não se conhece exatamente qual o mecanismo que leva à gagueira. Mas com a evolução dos exames de imagem e da neurociência hoje já se sabe que os gagos têm diferentes áreas do cérebro mais ou menos ativadas do que a pessoa de fala fluente.
“Muitos cientistas acreditam que a dificuldade se encontra exatamente no ato de falar. Muitos gagos são capazes de recitar poemas e cantar com relativa facilidade, mas uma conversa normal pode ser um exercício penoso e frustrante”, relata Ignes. A médica explica que durante a linguagem espontânea a região ativada no cérebro é diferente da ativada durante a leitura, o canto ou a declamação. Por isso, é possível que uma pessoa gagueje ao falar, mas não ao cantar, ou a realizar outras atividades.

Traumas de infância

Até pouco tempo, acreditava-se que a gagueira era resultado de algum distúrbio psicológico, já que, em geral, o problema piora em momentos de ansiedade e estresse. “Esses sentimentos podem funcionar como precipitadores da gagueira, mas não são causadores. Só o lado emocional nãoé suficiente para desencadeá-la”, afirma Ignês. De acordo com a fonoaudióloga, os problemas emocionais podem estar associados à perda do fluxo da fala, mas quem responde por dois terços dos casos em todo o mundo é, na verdade, a genética.
“A pessoa nasce com o gene que predispõe à gagueira, que pode ou não se manifestar”, afirma Clara Rocha.
Não tem graça, tem tratamento
A gagueira não tem cura, mas o fluxo de linguagem pode ser restabelecido se a criança for atendida assim que o problema aparecer. “Quatro por cento das crianças que apresentam gagueira conseguem melhorar a fala se procurarem um especialista até um ano do surgimento do sintoma”, afirma Ignês. “O que temos de melhor nesses casos é o atendimento precoce”, completa. Nos adultos, a retomada da fluência é mais difícil, mas a melhora é significativa.
Bem diferente do que é sugerido no filme, o tratamento vai além do exercício da oratória e dependerá de uma avaliação caso a caso. O atendimento deve ser feito por um profissional especializado em distúrbios da fala.
Contra o preconceito
“O desconhecimento da população leva ao preconceito e à gozação”, afirma Ignes. Para ela, além do filme, a presença de Diogo no Big Brother Brasil 11 traz o assunto à tona, ajudando a disseminar informações e a lidar melhor com o problema.
Para não escorregar no desrespeito, a fonoaudióloga dá dicas:
- Não complete o final da frase ou da palavra. Soa como uma reafirmação de que a pessoa não consegue se expressar
- Não diga coisas como “calma” ou “respire fundo”. Frases assim só aumentam o nervosismo e a gagueira tende a piorar
- Dê tempo à pessoa para se expressar. O gago só precisa de um pouco mais de tempo
- Incentive-o conversando. A tendência é a pessoa se isolar. Tentar incluí-lo na conversa é interessante e educado
- Não force-o a falar em público. A gagueira pode piorar em situações de estresse e pressão

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Shantala - a arte de massagear seu bebê



A Shantala é uma técnica de massagem que surgiu na Índia. É uma deliciosa maneira de aproximar ainda mais a mãe e seu bebê! O vínculo criado entre o massageado (bebê) e quem o faz (pai, mãe, avós, cuidadores, etc) é de extrema importância para o bebê. Por isso, quem vai aprender a técnica deve agir com grande responsabilidade e muito amor.
Foto: Adriana Vieira
A massagem pode ser aplicada em bebês a partir de uma mês de idade, e não antes disso! É isso que se preconiza na índia, pois assim como a moleira do bebê ainda está aberta, a filosofia Indiana afirma que os chakra, ou seja, os pontos de energia do corpo do bebê, também ainda estão abertos, e em formação, durante o primeiro mês de vida.
Foto: Adriana Vieira
A técnica da Shantala não é difícil de aprender, mas a arte em aplicá-la deve ser respeitada. Há uma sequência a ser seguida e isso deve ser priorizado.
Deve-se criar uma rotina para se fazer a massagem, ou seja, ela deve acontecer sempre no mesmo horário, de preferência ao anoitecer. Pois após recebê-la o bebê deve tomar um banho de imersão (banheira ou ofurô) para se acalmar ainda mais. Depois ele deve ter um soninho reparador, longo e delicioso!
Durante a aplicação, outro ponto importante é o óleo a ser passado no corpinho do bebê. Ele deve ser vegetal (extraído das plantas) e não mineral, vindo do petróleo! Os melhores são os de amêndoa-doce, coco, girassol e uva.
Segundo Frederick Leboyer, obstetra francês, que trouxe esse presente para o nosso continente, "é preciso conversar com a pele do bebê, que tem sede e fome como sua barriga".
Leboyer enfatiza a importância de quem vai aplicar a massagem, de estar 100% onde se está, prestando a atenção no seu bebê, mantendo o olhar em seus olhinhos, e a mãe e o coração juntos!
Os benefícios que essa massagem proporciona são diversos, entre eles a sensação de bem estar e calma. Ao receber o 'toque', o bebê sente-se mais seguro e acolhido. Os estímulos que eles recebem através do toque, produzem endomorfinas, hormônios neurológicos que reforçam sensações de amor, calor, amizade... um verdadeiro ato de amor!
Então, lembre-se: a hora reservada para aplicar a shantala, é hora de ambos estarem juntos, olho no olho, toque a toque!
Adriana Vieira
Instrutora de Yoga, com especialização em BabYoga, Yoga Pré-Natal e para Crianças.
Esta página foi publicada em: 06/10/2010 em:
http://guiadobebe.uol.com.br/carinho/shantala__a_arte_de_massagear_seu_bebe.htm

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Estudo associa sonambulismo a cromossomo defeituoso


Michelle Roberts

Na maioria dos casos, o sonambulismo passa com a idade.
Cientistas dizem ter descoberto o código genético responsável pelo sonambulismo.
Os pesquisadores, da Washington University School of Medicine, em St. Louis, Missouri, Estados Unidos, estudaram quatro gerações de uma família de sonâmbulos e encontraram uma mutação em uma seção do cromossomo 20.
Em artigo publicado na revista Neurology, eles afirmam que para sofrer de sonambulismo, basta que a pessoa carregue uma cópia do DNA defeituoso.
A equipe disse esperar que a descoberta abra caminho para tratamentos para a condição, que afeta até 10% das crianças e um em cada 50 adultos.
Na maioria dos casos, o sonambulismo é uma condição benigna, que passa com a idade.
Em muitos casos, crianças sonâmbulas se levantam da cama em estado de transe e saem caminhando pela casa.
Mas casos mais extremos podem ser problemáticos e até perigosos, particularmente quando a condição persiste até a idade adulta.
Estresse
Sonâmbulos podem fazer ações complexas, como encontrar a chave do carro, destrancar portas e dirigir.
Há casos graves, de sonâmbulos que cometeram crimes durante um surto.
Apesar disso, sabe-se pouco sobre o fenômeno.
O sonambulismo tende a se propagar em famílias, de uma geração para outra. Algumas pessoas são particularmente suscetíveis.
E fatores como cansaço e estresse podem desencadear surtos.
Os surtos tendem a acontecer cedo, assim que a pessoa adormece, no estágio de sono profundo e sem sonhos, conhecido como Non Rapid Eye Movement, (ou NREM, quando não há movimentos rápidos do olho).
Pela manhã, a pessoa não terá qualquer lembrança do surto.
Família de sonâmbulos
Em seu estudo, a cientista Christina Gurnett e seus colegas da Washington University School of Medicine observaram uma grande família de sonâmbulos.
A família tinha sido referida aos especialistas porque um dos seus membros mais jovens, uma menina chamada Hannah, de 12 anos, tinha vivenciado surtos preocupantes de sonambulismo, em que ela regularmente saía de casa e vagava noite adentro.
Em quatro gerações da família, dos bisavós até os netos, nove membros de um total de 22 eram sonâmbulos.
Um dos integrantes da família, um tio de Hannah, frequentemente acorda com oito pares de meias nos pés.
Outros parentes da menina sofreram ferimentos como, por exemplo, fraturas nos dedos dos pés, durante surtos.
A partir de amostras de saliva do grupo, os pesquisadores analisaram o DNA da família para entender a raiz genética da condição.
Uma busca em todo o genoma revelou que o problema estava localizado em códigos genéticos presentes no cromossomo 20, e que o código tinha sido passado de uma geração para outra.
Se uma pessoa possui o gene, a probabilidade de que ela o passe adiante é de 50%.
E qualquer indivíduo que possua a cópia defeituosa do gene sofrerá de sonambulismo - os pesquisadores concluíram.
Embora ainda não tenham identificado exatamente o gene ou genes envolvidos - há 28 suspeitos - os cientistas dizem suspeitar de que o responsável seja o gene responsável pela enzima conhecida como adenosina deaminase.
Esse gene já é conhecido por sua associação à fase do sono em que ocorre o sonambulismo.
"É provável que vários genes estejam envolvidos. O que descobrimos é o primeiro local genético para o sonambulismo", disse Gurnett.
Ela explica que ainda não se sabe qual dos genes naquela área do cromossomo 20 serão responsáveis.
"Até que encontremos o gene, não saberemos se isto se aplica a várias famílias ou a um grande número de famílias que sofrem de sonambulismo".
"Mas encontrar esses genes pode ajudar a identificar e tratar a condição".

Notícia de: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/02/110208_sonambulismo_genetica_mv.shtml

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Síndrome rara fez americana ser atacada pela própria mão


Imagem de vídeo que mostra mão esquerda de Karen Byrne 
estapeando-a


Imagine ser atacado por uma de suas próprias mãos, que tenta repetidamente estapear e socar você. Ou então entrar em uma loja e tentar virar à direita e perceber que uma de suas pernas decide que quer ir para a esquerda, fazendo-o andar em círculos.
Essa realidade é bem conhecida da americana Karen Byrne, de 55 anos, que sofre de uma condição rara chamada Síndrome da Mão Alheia.
A síndrome de Byrne é fascinante, não somente por ser tão estranha, mas também por ajudar a explicar algo surpreendente sobre como nossos cérebros funcionam.
O problema começou após ela passar por uma cirurgia, aos 27 anos, para controlar sua epilepsia, que havia dominado sua vida desde seus 10 anos de idade.
A cirurgia para curar a epilepsia normalmente envolve identificar e depois cortar um pequeno pedaço do cérebro no qual os sinais elétricos anormais se originam.
Quando isso não funciona, ou quando a área danificada não pode ser identificada, os pacientes precisam passar por uma solução mais radical.
No caso de Byrne, seu cirurgião cortou seu corpo caloso, um feixe de fibras nervosas que mantém os dois hemisférios do cérebro em permanente contato.
Novo problema
O corte do corpo caloso curou a epilepsia de Byrne, mas a deixou com um problema totalmente diferente.
Ela conta que inicialmente tudo parecia bem, mas que então os médicos começaram a notar um comportamento extremamente estranho.
‘O médico me disse: ‘Karen, o que você está fazendo? Sua mão está te despindo’. Até ele dizer isso eu não tinha percebido que minha mão esquerda estava abrindo os botões da minha camisa”, diz.
“Então eu comecei a abotoar a camisa novamente com a mão direita, mas assim que eu terminei, a mão esquerda começou a desabotoar de novo. Então o médico fez uma chamada de emergência para um outro médico e disse: ‘Mike, você precisa vir aqui imediatamente, temos um problema’.”
Karen Byrne havia saído da operação com uma mão esquerda que estava fora de controle.
“Eu acendia um cigarro, colocava-o no cinzeiro e então minha mão esquerda jogava-o fora. Ela tirava coisas da minha bolsa sem que eu percebesse. Perdi muitas coisas até que eu percebesse o que estava acontecendo”, diz.
Em alguns casos, a mão esquerda dela chegava a estapeá-la, sem controle. Ela conta que seu rosto chegava a ficar inchado com tantos golpes.
Luta de poder
Karen Byrne

O problema de Byrne foi provocado por uma luta por poder dentro de sua cabeça.
Um cérebro normal é formado por dois hemisférios que se comunicam entre si por meio do corpo caloso.
O hemisfério esquerdo, que controla o braço e a perna direitos, tende a ser onde residem as habilidades linguísticas.
O hemisfério direito, que controla o braço e a perna esquerdos, é mais responsável pela localização espacial e pelo reconhecimento de padrões.
Normalmente o hemisfério esquerdo, mais analítico, domina e tem a palavra final nas ações que desempenhamos.
A descoberta do domínio hemisférico tem sua raiz nos anos 1940, quando os cirurgiões decidiram começar a tratar a epilepsia com o corte do corpo caloso.
Após a recuperação, os pacientes pareciam normais. Mas nos círculos psicológicos eles se tornaram lendas.
Isso porque esses pacientes revelariam, com o tempo, algo que parece incrível – que as duas metades do nosso cérebro têm cada um uma espécie de consciência separada. Cada hemisfério é capaz de ter sua própria vontade independente.
Experiências
O homem que fez muitas das experiências que primeiro provaram essa tese foi o neurobiólogo Roger Sperry.
Em um estudo particularmente notável, que ele filmou, é possível ver um dos pacientes com o cérebro dividido tentando resolver um quebra-cabeças.
O quebra-cabeças exigia o rearranjo de blocos para que eles correspondessem a padrões em uma imagem.
Primeiro o homem tentou resolver o quebra-cabeças com sua mão esquerda (controlada pelo hemisfério direito), com bastante sucesso.
Então Sperry pediu ao paciente que usasse sua mão direita (controlada pelo hemisfério esquerdo). Essa mão claramente não tinha nenhuma ideia de como fazê-lo.
A mão esquerda então tentou ajudar, mas a mão direita parecia não querer ajuda, então elas terminaram brigando como se fossem duas crianças.
Experiências como essa levaram Sperry a concluir que “cada hemisfério é um sistema de consciência isolado, percebendo, pensando, lembrando, raciocinando, querendo e se emocionando”.
Em 1981 Sperry recebeu um prêmio Nobel por seu trabalho. Mas em uma ironia cruel do destino, ele então já sofria com uma doença degenerativa do cérebro, chamada kuru, provavelmente contraída em seus primeiros anos de pesquisas com cérebros.
Medicação
A maioria das pessoas que tiveram seus corpos calosos cortados parecem normais posteriormente. Você poderia cruzar com eles na rua e não saberia que algo havia acontecido.
Karen Byrne teve azar. Após a operação, o lado direito de seu cérebro se recusava a ser dominado pelo lado esquerdo.
Ela sofreu com a Síndrome da Mão Alheia por 18 anos, mas felizmente para ela seus médicos encontraram uma medicação que parece ter trazido o lado direito de seu cérebro de volta ao controle.
A história de Byrne foi contada no último programa da série da BBC The Brain (O Cérebro), que foi ao ar na Grã-Bretanha na quinta-feira.      

Artigo de: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/01/110121_sindrome_mao_alheia_cerebro_rw.shtml
             

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Cientistas mapeiam DNA de feto a partir de sangue da mãe



Um estudo da Universidade Chinesa de Hong Kong conseguiu mapear o DNA de um bebê ainda no útero a partir de um exame do sangue da mãe.
Os pesquisadores afirmam que este novo exame é menos invasivo e arriscado que os disponíveis atualmente, que envolvem a retirada de células da placenta ou a remoção de fluido do útero, através de uma injeção.
Estes exames geralmente oferecem o risco, ainda que baixo, de desencadear uma infecção ou aborto, então são feitos apenas quando a probabilidade de uma doença genética, como a Síndrome de Down por exemplo, é alta.
Mas a nova pesquisa, publicada na revista especializada Science Translational Medicine, permite a detecção de uma série de doenças com apenas um exame de sangue.
Descoberta
Em 1997, o pesquisador Dennis Lo, que liderou o estudo, e sua equipe descobriram a presença de DNA do feto no plasma sanguíneo da mãe. Esta descoberta abriu a possibilidade de novos exames pré-natais.
Para investigar se este exame era cientificamente possível, Lo e sua equipe primeiro tiveram que demonstrar que o genoma completo do feto estava presente no plasma do sangue da mãe.
Depois de um resultado positivo, a equipe de pesquisadores desenvolveu a tecnologia necessária para um exame de DNA completo do bebê que não fosse invasivo.
Os pesquisadores afirmam que esta tarefa é muito difícil, pois as moléculas de DNA no plasma sanguíneo são muito fragmentadas.
"É como tentar montar um quebra-cabeça que tem milhões de peças. Para piorar, as moléculas de DNA do feto no plasma sanguíneo da mãe estão cercadas por um oceano de moléculas de DNA da mãe", disse Dennis Lo.
"Isto é parecido com acrescentar dezenas de milhões de peças de outro quebra-cabeça e então tentar montar o primeiro."
DNA do pai
Para conseguir mapear o DNA do bebê em meio a tantas moléculas de DNA, a equipe de pesquisadores sequenciou cerca de 4 bilhões de fragmentos de DNA da amostra de plasma sanguíneo da mãe.
Então, os pesquisadores procuraram traços genéticos do bebê que estavam presentes apenas no DNA do pai e ausentes na mãe. Analisando estas duas assinaturas genéticas juntas, a equipe elaborou o mapa genético de sequências que o feto tinha herdado do pai.
A montagem do mapa genético que o bebê herdou da mãe foi muito mais difícil, pois o DNA do feto representava apenas 10% do DNA no plasma sanguíneo da mãe. Os outros 90% eram o DNA da própria mãe.
Ao combinar o mapa genético herdado do pai e o mapa herdado da mãe, os pesquisadores conseguiram elaborar o mapa genético do feto.
Para este estudo, os cientistas recrutaram um casal que fazia exames pré-natais para tentar detectar talassemia beta, uma doença genética comum no sul da Ásia, que causa anemia. Os cientistas então descobriram, com o uso do novo exame, que o bebê tinha herdado o problema do pai, ou seja, era o portador da doença.
Os pesquisadores de Hong Kong esperam que o novo exame possa detectar outro problemas genéticos em bebês ainda não nascidos, como Síndrome de Down, Síndrome de Patau (que pode causar graves problemas físicos e mentais) e, no futuro, detectar ainda distrofia muscular e hemofilia.


Texto original publicado em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101209_exame_dna_utero_fn.shtml