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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Hondurenho de 17 anos desenvolve sistema para controlar computador com os olhos


Luis Cruz demonstra o Eyeboard (Foto: Reprodução)
 
Luis Cruz, um jovem hondurenho de apenas 17 anos de idade, criou um projeto que procura dar amplo acesso a uma tecnologia que pode fazer a diferença por um preço baixo. Mesmo com sua pouco idade, ele desenvolveu em um ano o que chamou de Eyeboard, um tipo de dispositivo para rastreamento ocular que oferece interação com o computador para usuários com deficiências motoras. Por se utilizar de tecnologias simples e facilmente disponíveis no mercado, o sistema tem um custo de US$ 300, cerca de R$ 530 de acordo com a atual cotação.
Este não é o primeiro sistema a ser lançado com essas características. A diferença da interface criada por Luis Cruz, no entanto, está na facilidade de acesso: o hondurenho conseguiu criar todo o sistema com um custo final baixo, o que o torna viável para usuários de países em desenvolvimento.  Além disso, ele também disponibilizou o código aberto do software, oferecendo o projeto para que outros programadores acelerem o desenvolvimento da interface. Aos 17 anos, Luis ajuda para que dispositivos do tipo se tornem uma realidade possível para os usuários que deles necessitam.
Luis Cruz dedicou os últimos 12 meses à criação do Eyeboard. O jovem passou o ano de 2010 construindo e desenvolvendo a interface de rastreamento ocular, que trabalha com a medição do potencial de repouso da retina, utilizando eletrodos em cada lateral dos olhos. O olho humano é polarizado: carrega uma carga positiva na parte da frente, e, na de trás, há um grupo de nervos ligados à retina com carga negativa.
Quando o olho se move, os eletrodos medem a variação dessas cargas através da pele. O Eyeboard não possui a mesma precisão dos sistemas que utilizam lentes de contato ou  o monitoramento de vídeo. O preço, por outro lado, torna o invento muito mais viável e atrativo. E, mesmo com os eletrodos aplicados em um par de óculos de sol, o sistema é bom o suficiente para seguir os movimentos dos olhos com certa eficiência.
Embora o sensor só acompanhe os movimentos oculares na horizontal, o software desenvolvido por Cruz já possibilita a seleção de letras na tela, permitindo que o usuário possa digitar palavras inteiras usando apenas os movimentos dos olhos. O Eyeboard ainda está em uma fase embrionária de desenvolvimento, mas sua produção deve se manter na faixa de preço estimada de US$ 300. O próximo passo do projeto é integrar o software da interface ao computador, permitindo o gerenciamento do sistema operacional.

sexta-feira, 18 de março de 2011

HAL-5: o exoesqueleto da Cyberdyne que amplifica o seu condicionamento físico

Eduardo Moreira Para o TechTudo


HAL-5 (Foto: Divulgação)HAL-5 (Foto: Divulgação)
Muitos de vocês já ouviram falar no personagem dos quadrinhos Homem de Ferro. Ou, pelo menos, ouviu nos últimos tempos por algumas vezes o nome Tony Stark, o multimilionário excêntrico, mas viciado em tecnologia, que em um belo dia resolveu vestir uma exoesqueleto ultra sofisticado para combater o crime. Pois bem, no Japão, desenvolveram uma dessas armaduras mecânicas que, se não vão lhe dar poderes para salvar o mundo, pelo menos podem oferecer uma maior liberdade de movimentos para pessoas com limitações motoras. Bom, é o que o exoesqueleto HAL-5 promete.
O produto foi apresentado oficialmente um pouco antes do terremoto que atingiu o país, no International Forum on Cybernics 2011, realizado em Tóquio. O HAL-5 é de fabricação da empresa Cyberdyne, e na sua descrição, o produto promete expandir e melhorar as capacidades físicas do usuário, mas não com o objetivo de nerds fraquinhos intimidarem os fortões na escola. O exoesqueleto foi pensado para ser útil com pessoas que sofrem de paralisia ou ausência de membros, idosos que querem continuar a ter uma vida independente, e até trabalhadores em fábricas.
O HAL-5 é uma evolução de outros dois protótipos de exoesqueleto (HAL-3 e HAL-4), e faz parte do projeto Hybrid Assistive Limb, ou algo como “estrutura híbrida auxiliar”, sendo que essa última versão é aproximadamente 15 quilos mais leve nos membros inferiores do produto, e 25 quilos mais leve em sua estrutura completa, sendo assim mais eficiente. O exoesqueleto inclui pequenos motores acoplados nas articulações, além de um pequeno computador sem fio em uma bolsa integrada na cintura.
O grande problema do HAL-5 é o seu preço. Ele funciona com baterias, que possuem custo inicial entre US$ 14 mil e US$ 19 mil. O HAL-5 não tem preço oficial anunciado, mas podemos ter uma ideia do quanto ele pode sair caro se projetarmos no preço do seu primeiro protótipo, lançado em 2006, que foi avaliado em aproximadamente US$ 50 mil. A Cyberdyne espera começar os primeiros testes clínicos do produto em 2012.

http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2011/03/hal-5-o-exoesqueleto-da-cyberdyne-vai-te-deixar-com-forca-de-um-super-heroi.html