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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Mulheres que amamentam têm menor risco de Alzheimer, indica estudo


Mãe amamentando (Reuters)
Pesquisas já mostravam que amamentar diminuia a chance de a mulher desenvolver diversas doenças
Mães que amamentam seus filhos têm um risco menor de desenvolver Alzheimer, segundo um estudo recém-publicado pela Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.
A pesquisa também indicou a possibilidade de haver uma ligação mais ampla entre os dois fatores, já que amamentar pode pode atrasar o declínio da condição cognitiva da mulher.
Estudos anteriores já mostravam que a amamentação reduzia o risco de a mãe desenvolver outras doenças, mas esse é o mais indicativo no que diz respeito a transtornos cognitivos.
O estudo mostra que alguns efeitos biológicos da amamentação podem ser os responsáveis pela redução do risco de se desenvolver a doença.
Os pesquisadores estabeleceram três comparações hipotéticas, entre mulheres que amamentaram e outras que não amamentaram ou amamentaram menos, e verificaram reduções potenciais de até 64% no risco de as primeiras desenvolverem Alzheimer em relação às segundas.
Eles advertem, porém, que não é possível quantificar com exatidão a redução potencial do risco de Alzheimer, por conta do grande número de variáveis envolvidas - como tempo de amamentação, histórico de saúde da mulher, número de gravidezes e casos de Alzheimer na família, entre outras.

Progesterona e insulina

Segundo uma das teorias levantadas pelos pesquisadores de Cambridge, amamentar priva o corpo do hormônio progesterona, para compensar os altos níveis de protesgerona produzido durante a gravidez.
A progesterona é conhecida por dessensibilizar os receptores de estrogênios no cérebro – e o estrogênio tem um papel importante na proteção do cérebro contra o Alzheimer.
Outra teoria se baseia no fato de que amamentar amplia a tolerância da mulher à glicose, restaurando sua tolerância à insulina após a gravidez, um período em que há uma redução natural da resistência à insulina.
E o Mal de Alzheimer é caracterizado justamente pela resistência à insulina no cerébro (e consequentemente à intolerância à glicose), tanto que o mal de Alzheimer algumas vezes é chamado de diabetes tipo 3.

Histórico de demência

Publicada no Journal of Alzheimer’s Disease, a pesquisa analisou 81 mulheres britânicas entre 70 e 100 anos, incluindo mulheres que sofriam ou não desse tipo de demência.
Apesar de os cientistas terem estudado o caso de um grupo pequeno de mulheres, eles garantiram que isso não interfere no resultado da pesquisa, dados os fortes indícios da correlação entre amamentar e os riscos de se desenvolver Alzheimer.
"Alzheimer é o transtorno cognitivo mais comum do mundo e já afeta 35,6 milhões de pessoas. No futuro, a doença deve atingir ainda mais países onde a renda é mais baixa"
Molly Fox, pesquisadora

Eles disseram, no entanto, que a conexão entre os dois fatores foi bem menos presente em mulheres que já tinham um histórico de demência na família.
Com base nos dados coletados com as mulheres estudadas, os pesquisadores formularam três casos hipotéticos para indicar o potencial de redução do risco de Alzheimer pela amamentação:
No primeiro caso, na comparação de duas mulheres idênticas, uma que tivesse amamentado por 12 meses teria um risco 22% menor da doença em relação à outra que amamentou por 4,4 meses.
No segundo, uma mulher que tenha amamentado por oito meses após uma gravidez teria um risco 23% menor do que uma mulher em condições idênticas, mas que tenha amamentado por seis meses após três gestações.
No terceiro caso, a redução verificada foi de 64% para uma mulher que tenha amamentado em relação a outra idêntica que não tenha amamentado.

'Doença devastadora'

A pesquisadora Molly Fox, que conduziu o estudo juntamente com os os professores Carlo Berzuini e Leslie Knapp, disse esperar que a pesquisa sirva para estimular outras sobre a relação entre o risco de doenças e o histórico reprodutivo de mulheres.
Fox espera ainda que as conclusões da pesquisa indiquem novos caminhos para lutar contra epidemia global de Alzheimer, especialmente em países em desenvolvimento.
"Alzheimer é o transtorno cognitivo mais comum do mundo e já afeta 35,6 milhões de pessoas. No futuro, a doença deve atingir ainda mais países onde a renda é mais baixa", disse. "Então é vital que sejam criadas estratégais de baixo custo e em grande escala para proteger as pessoas contra essa doença tão devastadora."
Além disso, o estudo abre novos possibilidades de se entender o que faz alguém suscetível a esse tipo de demência. Também pode servir como incentivo para mais mulheres amamentarem – algo que muitas pesquisas já comprovam que traz benefícios tanto para mãe quando para o bebê.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Bebês amamentados por mais tempo se tornam mais inteligentes


Amamentação: Exclusividade do leite materno na alimentação de bebês é melhor para o desenvolvimento cerebral deles, diz estudo
Um estudo publicado nesta segunda-feira reforça a ideia de que a amamentação não só faz bem à saúde física do bebê, como contribui também para o seu desenvolvimento intelectual. Segundo a pesquisa, feita no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, quanto mais tempo uma criança é amamentada, melhor será, ao longo da infância, o seu desempenho em testes que avaliam aspectos da cognição — como aquisição da linguagem, por exemplo.
O trabalho, divulgado no periódico JAMA Pediatrics, foi feito com 1.312 gestantes. Após o parto, os seus bebês foram acompanhados até completarem sete anos de idade. As crianças realizaram diferentes testes cognitivos quando tinham três e sete anos de idade — a cognição é um conjunto de processos mentais usados no pensamento, na percepção, na classificação, no reconhecimento, na memória, no juízo, na imaginação e na linguagem.
Pontuação alta — De acordo com o estudo, as crianças que foram amamentadas durante mais tempo obtiveram as maiores pontuações em um teste de vocabulário feito quando tinham três anos de idade. Elas também se saíram melhor em um teste de inteligência verbal e não verbal aos sete anos. A pesquisa mostrou que cada mês a mais de amamentação aumentou progressivamente a pontuação das crianças nesses testes.
Por exemplo, a média das crianças de três anos de idade em testes de linguagem foi de 103,7 pontos. No entanto, uma criança que foi exclusivamente amamentada por seis meses obteve, em média, três pontos a mais na nota do teste em comparação com uma criança que não havia sido amamentada. O trabalho não encontrou, porém, relação entre a duração do aleitamento materno e melhores resultados nos testes de memória e aprendizado.
 “O problema, atualmente, não é tanto que muitas mulheres não iniciam a amamentação, mas sim que a maioria não a mantém. Nos Estados Unidos, 70% das mulheres iniciam o aleitamento materno, mas, aos seis meses de vida do bebê, apenas 35% continuam amamentando”, disse Dimitri Christakis, pesquisador do Instituto de Pesquisa do Hospital da Criança de Seattle, em um editorial que acompanhou o estudo.
Na conclusão da pesquisa, os autores afirmam que esses resultados reforçam a recomendação de que a criança seja alimentada exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida, e que continue sendo amamentada até um ano de idade. “Nós devemos fazer o que for preciso para ajudar as mulheres a manter a decisão de amamentar”, diz Mandy Belfort, coordenadora do estudo.

Fonte: Revista Veja

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Paraná quer ampliar a doação de leite humano


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O leite materno é essencial para salvar a vida de recém-nascidos prematuros, por isso a coordenação dos Bancos de Leite Humano do Paraná está promovendo uma mobilização para a doação de leite materno. Mulheres que estão amamentando e produzem um volume de leite acima da necessidade do bebê podem ser doadoras. O leite fica armazenado congelado por até 15 dias.

“Garantir o leite humano para crianças de risco é uma das estratégias da Rede Mãe Paranaense para a redução da mortalidade Infantil. O leite doado é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais”, afirma a superintendente de Atenção à Saúde, Márcia Huçulak.

Na amamentação, o bebê recebe anticorpos para a proteção contra diarreia e infecções. O leite também diminui o risco de alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade. “Nos primeiros seis meses o bebê não precisa de nenhum outro alimento, líquido ou complemento, pois o leite materno oferece tudo o que ele precisa para se desenvolver”, afirma Maria Cristina Ferreira, coordenadora do departamento de Atenção Básica da Secretaria da Saúde.

Bancos de Leite Humano - O Paraná conta atualmente com nove bancos de leite, sendo dois na capital (Hospital Evangélico de Curitiba e Hospital de Clínicas), um em Toledo no Hospital Bom Jesus, um em Ponta Grossa no Hospital da Criança, um em Foz do Iguaçu no Hospital Ministro Costa Cavalcanti, um em Maringá no Hospital Universitário, um em Cascavel no Hospital Universitário Oeste do Paraná, um no Hospital Universitário de Londrina e um em Apucarana no Hospital da Providência.

Os bancos de leite humano têm papel fundamental no incentivo ao aleitamento materno, pois além de coletar e armazenar o leite para ser entregue às crianças, desenvolvem atividades ligadas à promoção, proteção e incentivo à amamentação. “Os bancos de leite humano são essenciais para a Rede Mãe Paranaense, pois oferecem atendimento em grupo e individual às mães com dificuldades de amamentar”, enfatiza Maria Cristina.


Dia Nacional – O Ministério da Saúde já está encaminhando a proposta para que o dia 19 de maio se torne o Dia Nacional de Doação de Leite Humano. Desde 2004 são organizadas atividades para promover a doação de leite humano no dia 1º de outubro.

Para fortalecer a criação dia 19 de maio - Dia Mundial de Doação de Leite Humano, países como Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Espanha, Paraguai, Uruguai e Venezuela também estão se organizando para que os dias nacionais sejam comemorados nesta data.

Doação - De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171) a doadora deve ter excesso de leite, ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação, e principalmente se dispor a ordenhar e a doar o leite que sobra.

O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias. Ao retirar o leite é importante que sejam seguidas algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados. O frasco com o leite retirado deve ser armazenado no congelador ou freezer. Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado e ao terminar acrescente este leite no frasco que está no freezer ou congelador.

Os Bancos de Leite Humano também pedem a doação de frascos vazios para a armazenagem do leite. Estes frascos devem ser de vidro e tampa de plástico, pois facilitam a esterelização (vidro de maionese e vidro de café solúvel). (Veja onde entregar o leite ou o frasco na tabela abaixo).

Veja os endereços dos Bancos de Leite Humano do Paraná:

1 - Hospital Bom Jesus - Banco de Leite Humano Dr. Jorge Nisiide
Rua Almirante Barroso, 2.193 , Centro
Toledo - CEP: 85900-020
Tel.: 45-2103-2013 - Fax: 45-2103-2077
bancodeleite@hoesp.org.br

2 - Hospital da Criança Prefeito João Vargas de Oliveira
Banco de Leite Humano do Hospital da Criança Prefeito João Vargas de Oliveira
Rua Joaquim de Paula Xavier, 500 , Vila Estrela
Ponta Grossa - CEP: 84050-000
Tel.: 42-3026-9406 - Fax: 42-3026-9410
bancodeleite@smspg.pr.gov.br

3 - Hospital da Providência
Banco de Leite Humano do Hospital da Providência de Apucarana
Rua Rio Branco, 518 , Centro
Apucarana - CEP: 86800-120
Tel.: 43-3420-1479 - Fax: 43-3420-1400
aninhazinha_h6@hotmail.com

4 - Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná – UFPR
Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Rua General Carneiro, 181 P.Maternidade 4º and , Centro
Curitiba - CEP: 80060-900
Tel.: 41-3360-1867 - Fax: 41-3264-4872
grazziot@terra.com.br

5 - Hospital Ministro Costa Cavalcanti
Banco de Leite Humano de Foz do Iguaçú
Avenida Gramado, 763 , Vila A
Foz Do Iguacu - CEP: 85860-460
Tel.: 45-3576-8000 - Fax: 45-3576-8060

6 - Hospital Universitário de Londrina
Banco de Leite Humano Maria Lucilia Monti Magalhães
Avenida Robert Koch, 60 , caixa postal 791 , Vila Operária
Londrina - CEP: 86038-350
Tel.: 43-3371-2390 - Fax: 43-3371-2204
benedioli@sercomtel.com.br

7 - Hospital Universitário Evangélico de Curitiba
Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba
Alameda Augusto Stefeld, 1.908 , Bigorrilho
Curitiba - CEP: 80730-150
Tel.: 41-3240-5117
bancodeleite@evangelico.org.br

8 - Hospital Universitário Regional de Maringá
Avenida Mandacarú, 1.590 , Jardim Parque das Laranjeiras
Maringa - CEP: 87083-240
Tel.: 44-2101-9174 - Fax: 44-2101-9137
sec-hum@uem.br

9 - Hospital Universitário Regional do Paraná
Banco de Leite Humano do Hospital Universitário do Oeste do Paraná
Avenida Tancredo Neves, 3.224 , Santo Onofre
Cascavel - CEP: 85806-470
Tel.: 45-3321-5151 - Fax: 45-3321-5314


Fonte: http://www.sesa.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=2359&tit=Parana-quer-ampliar-a-doacao-de-leite-humano

quarta-feira, 11 de abril de 2012

20 mitos e verdades sobre amamentar


Antonio Costa / Gazeta do Povo / <b>“A cada dia mais apaixonada”</b>: A administradora Leila de Boni não esconde: seu maior receio durante a gravidez era a amamentação. “Ficava ansiosa pensando em mil coisas e tinha medo de não saber fazer isso corretamente ou não produzir leite suficiente”, relembra. Para evitar sustos, ela fez um curso de preparação ainda durante a gestação, e garante que as aulas ajudaram – e muito – a amamentar o pequeno Henrique, que tem menos de um mês. Leila conta que a amamentação está fazendo muito bem para sua recuperação do parto – uma cesariana –, mas o principal benefício é a troca de carinho durante esse momento. “Você sente que o laço vai se fortalecendo porque há uma troca de olhares e ele está ali, tão pertinho de mim, que não tem como não querer abraçá-lo. É um amor que só cresce. Estou a cada dia mais apaixonada pelo Henrique.”


Antonio Costa / Gazeta do Povo

1 - Faz bem para a saúde do bebê.
Verdade. Por ser rico em água, proteínas e sais minerais, o leite materno contém todos os nutrientes que o bebê precisa consumir até o sexto mês de vida. Ele ainda ajuda a desenvolver o sistema imunológico da criança e é o recurso mais eficiente para protegê-la de alergias e infecções nos primeiros meses. Além disso, o ato de sugar trabalha toda a musculatura facial, o que facilita o desenvolvimento correto da arcada dentária. Já está comprovado que crianças que mamam regularmente até os seis meses falam, respiram e mastigam melhor que as demais, além de sofrerem menos com cólicas e de seu intestino funcionar de forma mais regular. Pesquisas também mostram que amamentar faz muito bem para a saúde da mãe e diminui as chances de ela ter câncer de mama ou de ovário.
2 - Meu leite é fraco.
Mito. Cada mãe produz o leite adequado para as necessidades de seu bebê, então, se a criança mama regularmente e está ganhando peso, a mãe pode ficar tranquila. O que acontece é uma confusão, já que o leite materno é menos encorpado e mais claro que o leite de vaca, mas isso não impede que seja rico em nutrientes.
3 - Estresse e nervosismo atrapalham a produção de leite.
Verdade. Mães que estão passando por situa­ções de estresse ou muita tensão produzem uma quantidade anormal de adrenalina, que bloqueia a oxitocina, um dos hormônios que influenciam na amamentação. Por isso, elas tendem a produzir leite em quantidade insuficiente. Nesse caso, vale a pena consultar o pediatra sobre a possibilidade de usar complementação.
4 - Amamentar dói.
Nem mito, nem verdade. Isso varia conforme a sensibilidade da mãe, mas grande parte não sente nada. Nos primeiros dias, é comum a mama ficar inchada, o que deixa a região dolorida. Fora esse período, normalmente a mulher não sente dor. Caso haja incômodo nos seios, é bom procurar orientação profissional porque provavelmente o bebê não está mamando de maneira correta, o que deve ser corrigido para acabar com a dor.
5 - É um ótimo anticoncepcional.
Nem mito, nem verdade. A amamentação aumenta a produção de prolactina, hormônio que inibe a ovulação. Mas vale uma ressalva: o efeito anticoncepcional só vale nos casos em que o bebê mama regularmente – sempre a cada duas ou três horas, todos os dias, inclusive de madrugada. Quando a criança começa a espaçar os horários, a mãe precisa voltar a tomar anticoncepcionais. Hoje, há produtos compatíveis com a amamentação, que podem ser receitados pelo ginecologista.
6 - Silicone atrapalha a amamentação.
Mito. Nem implante de sili­co­­ne nem mamoplastia compro­metem a produção de leite ou costumam interferir na ama­mentação. Mesmo assim é bom avisar ao cirurgião plástico, antes da cirurgia, que você ainda pretende ter filhos. Assim, ele pode escolher a técnica de colocação dos implantes que afete menos a amamentação. Também é bom alertar o pedia­tra sobre a cirurgia, o que o aju­da a ter cuidado redobrado no acompanhamento do peso do bebê.
7 - Pegar sol nos seios ajuda.
Verdade. O contato com os raios solares aumenta a produção de vitamina D no corpo, o que fortalece a pele do seio e ajuda a evitar e a cicatrizar rachaduras nos mamilos. O ideal é começar a tomar sol ainda durante a gestação e manter o hábito durante o período de amamentação, por dez minutos, duas vezes ao dia, antes das 10 horas ou depois das 16 h.
8 - Exige uma série de adaptações no cardápio da mãe.
Mito. A recomendação é que a mãe siga um cardápio variado, rico em verduras, legumes, frutas, cereais integrais e carnes magras e pobre em produtos industrializados, gorduras, açúcares, sódio e condimentos. A única ressalva vai para leite e derivados e chocolate. O ideal é não abusar, já que eles geram cólicas no bebê.
9 - O tipo de parto interfere na amamentação.
Mito. Tanto mulheres que fizeram cesariana quanto as que tiveram parto normal po­dem amamentar, e a anes­­tesia não influencia no proces­so de produção de leite. O que pode influenciar é que, no caso de mães que estão sentindo muita dor – devido a problemas de cicatrização, por exemplo –, há uma demora maior na descida do leite para os seios. Mas, na maioria dos casos, entre o terceiro e quarto dia após o parto, a mulher já tem leite suficiente para amamentar o bebê normalmente.
10 - Acelera a perda de peso da mãe.
Verdade. Mantendo uma dieta rica e balanceada, a mãe que amamenta de maneira exclusiva nos primeiros meses volta mais rapidamente ao seu peso normal, já que o corpo gasta cerca de 700 calorias todos os dias somente para produzir leite para o bebê. Mas vale uma ressalva: não adianta comer demais ou errado. A amamentação ajuda, mas não faz milagres, e é preciso seguir uma dieta balanceada. A mãe ainda tem menos risco de hemorragia pós-parto e sofre menos com cólicas, já que, durante a amamentação, o útero se contrai e vai voltando ao normal.
11 - A criança deve mamar a cada duas ou três horas.
Mito. Não há uma regra e a periodicidade varia conforme o bebê. A única recomendação é que a mãe ofereça o leite em “livre demanda”, ou seja, toda vez em que o bebê sentir fome. Algumas crianças, com o passar das semanas, vão criando seu próprio horário e é comum quererem mamar a cada duas ou três horas, mas é importante que a mãe não restrinja a amamentação caso o bebê prefira mamar em um intervalo maior ou menor de tempo. De qualquer forma, é bom ficar de olho: se ele quer mamar a cada hora, é provável que esteja ingerindo pouco leite e é bom pedir orientação a um profissional para identificar o problema. Outra ressalva é que bebês que dormem demais devem ser acordados a cada quatro horas para mamar. Isso evita casos de desidratação, icterícia e hipoglicemia.
12 - É preciso revezar os dois seios para amamentar.
Mito. O ideal é que a mãe não interrompa e deixe o bebê mamar à vontade no primeiro seio. Isso é importante porque somente depois de alguns minutos o bebê consegue atingir o leite posterior, uma porção rica em açúcar e gordura que ajuda a criança a se saciar mais rápido e a ganhar peso. Se ele não chega a essa parte, acaba sentindo fome mais rapidamente e tende a acordar várias vezes ao longo do dia para mamar de novo. Caso ele se sacie com somente um seio, ela pode fazer a retirada do leite da outra mama, para não sentir dor, e fazer a doação desse material.
13 - Amamentar aumenta os seios, mas os deixa caídos e flácidos.
Nem mito, nem verdade. Isso varia conforme o corpo da mulher, mas existe uma tendência de os seios ficarem flácidos não pela amamentação, mas pelo próprio processo de mudança do corpo que acontece durante a gravidez, pois a mulher ganha peso durante a gestação e, quando volta ao peso normal, é comum a pele apresentar flacidez. Também não é regra que os seios vão ficar maiores do que antes da gestação. Há casos de mulheres que chegam a ganhar dois ou três números na medida do sutiã depois de amamentar, mas também é comum o inverso e os seios ficarem menores do que antes.
14 - Produzo leite demais (ou de menos).
Nem mito, nem verdade. Na maioria dos casos, a quantidade de leite produzida pela mãe é a ideal para satisfazer o bebê. Porém, algumas mulheres produzem um pouco a mais, e esse excedente deve ser sempre retirado da mama para evitar dor e desconforto. Uma opção é doá-lo para bancos de leite. Em Curitiba, um dos principais é o do Hospital de Clínicas (HC). O oposto também pode acontecer. Cerca de 2% das mulheres produzem menos leite que o ideal, ou por situações de estresse, por problemas de saúde ou devido a uma combinação de alimentação errada e de falta de repouso.
15 - Amamentar é fácil.
Mito. Amamentar é cansativo e exige muita paciência, principalmente no início, até que a mãe se recupere do parto e ela e a criança se adaptem ao processo, mas vale a pena. Uma dica para tornar esse momento mais fácil é participar de um curso para gestantes, ainda durante a gravidez, para tirar dúvidas e aprender detalhes que ajudam na rotina com o bebê.
16 - Fortalece o vínculo de mãe e bebê.
Verdade. Quem já amamentou sabe: esse momento rende uma troca de carinho grande entre mãe e bebê e fortalece os laços entre os dois. Segundo as espe­cialistas, mesmo mulheres que passaram por gestações difíceis – inclusive as que estavam frus­tradas com uma gravidez não-planejada –, tendem a se apegar ao bebê quando começam a amamentar.
17 - Canjica e cerveja preta aumentam a produção de leite.
Mito. Não existe relação entre a ingestão de alimentos e o aumento ou diminuição da produção de leite. O que aumenta a quantidade de leite é a sucção regular da criança, portanto quanto mais ela mamar, mais leite a mãe vai produzir. Como o estado psicológico da mãe também influencia, vale a pena ficar calma e aproveitar a hora de amamentar para ouvir uma música, ler e ficar em um ambiente arejado e tranquilo.
18 - Quem volta ao trabalho após a licença-maternidade precisa parar de amamentar.
Mito. Isso é relativo. A lei garante que a mãe pode sair uma hora antes do trabalho ou realizar um intervalo especial para amamentar até o sexto mês. Outra opção é retirar o leite anteriormente, armazená-lo em recipientes higienizados e refrigerá-lo. Ele pode ficar guardado por 12 horas na geladeira e até 15 dias congelado no freezer. Para descongelar, basta deixá-lo em temperatura ambiente por algumas horas ou usar banho-maria.
19 - Amamentação deve ser exclusiva até os seis meses.
Verdade. O ideal é que a criança seja amamentada de maneira exclusiva até os seis e passe a mamar de maneira esporádica até os dois anos. Nesse período, a mãe deve intercalar a oferta de alimentos pastosos, sólidos e outros líquidos – é bom pedir orientação ao pediatra sobre as melhores opções –, e deixar o leite materno para períodos específicos, como só pela manhã ou antes de dormir.
20 - Existe uma posição ideal para amamentar.
Mito. A posição ideal é aquela em que a mãe e o bebê se sentem confortáveis, mas algumas dicas ajudam nesse momento. O melhor é que a mãe amamente sentada, segure sempre o bebê com a cabeça em seu cotovelo, leve a criança até a altura da mama e a mantenha bem próxima do seio, com a boca de frente para o mamilo. Note se a criança está com a boca bem aberta, com os lábios virados para fora e abocanhando a auréola, e não só o bico do seio, o que ajuda a tirar a quantidade de leite adequada.