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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Comunicação dos Bebês


Você se lembra do primeiro choro do seu bebê? Desde o momento do nascimento, os bebês começam a se comunicar.

Na primeiro momento, os gritos de seu recém-nascido podem parecer uma língua estrangeira. Mas antes que você perceba, você vai aprender a "linguagem" do seu bebê e ser capaz de responder as suas necessidades em pouco tempo.

Como o bebê se comunica?

Os bebês nascem com a capacidade de chorar, que é como eles se comunicam por um tempo. O choro do bebê geralmente diz que algo está errado: fome, fralda molhada, pé frio, cansaço, ou a necessidade de colo e carinho, etc

Logo você vai ser capaz de reconhecer  o que seu bebê precisa e está expressando, e, responder adequadamente. Na verdade, às vezes o que um bebê precisa podem ser identificados pelo tipo de choro - por exemplo, o choro "Estou com fome" pode ser curto e de baixa freqüência, enquanto "Estou chateado" pode parecer mais agitado.

Seu bebê também pode chorar quando estiver oprimido por todas as imagens e sons do mundo, ou por nenhuma razão aparente. Não fique muito chateada quando o bebê chora e você não é capaz de consolar-lhe de imediato: o choro é uma forma dos bebês desligarem os estímulos quando eles estão sobrecarregados.

Chorar é o método principal de comunicação de um bebê, mas ele  também é capaz de outras formas mais sutis. Aprender a reconhecê-las é gratificante e pode reforçar o vínculo com o seu bebê.

Um recém-nascido pode diferenciar entre o som de uma voz humana e outros sons. Tente prestar atenção em como ele responde à sua voz, que ele já associa com cuidados: comida, calor, toque.

Se o seu bebê está chorando no berço, veja como rapidamente a sua voz se aproximando pode acalma-lo. Veja quão de perto o bebê ouve quando você fala em tons amorosos. Seu bebê ainda não pode coordenar o olhar e o escutar, mas mesmo quando está com o olhar distante, ele prestaráq atenção à sua voz como você fala. Seu bebê pode sutilmente ajustar a posição do corpo ou expressão facial, ou mesmo mover os braços e as pernas ao mesmo tempo em que você fala com ele.
Em algum momento durante o primeiro mês  de seu recém-nascido, você pode obter um vislumbre de um primeiro sorriso - uma adição bem-vinda para as habilidades de comunicação do seu bebê!

O que devo fazer?

Assim que você segurar o seu bebê após o nascimento, você vai começar a se comunicar com ele através da troca de seus primeiros olhares, sons e toques. Os bebês aprendem rapidamente sobre o mundo através de seus sentidos.

À medida que os dias passam, após o nascimento, o recém-nascido vai se acostumar a vê-la e começar a se concentrar em seu rosto. Os sentidos do tato e da audição são especialmente importantes.

Seu bebê será curioso sobre ruídos, mas nada mais do que a voz falada. Fale com o seu bebê sempre que tiver a chance. Mesmo que seu bebê não entenda o que você está dizendo, sua voz calma e tranqüilizadora transmite segurança. Com cada toque seu recém-nascido está aprendendo sobre a vida, assim, dê muitos beijos carinhosos, e ele vai encontrar no mundo um lugar relaxante.

Comunicar-se com os recém-nascidos é uma questão de satisfazer as suas necessidades. Sempre responda ao choro do seu recém-nascido - os bebês não serão mimados com muita atenção. Na verdade, respostas rápidas ao choro dos bebês permite que eles saibam que são importantes e dignos de atenção.

Provavelmente haverá momentos em que você supriu todas as necessidades, mas o bebê continua a chorar. Não se desespere - o bebê pode estar super estimulado, ter muita energia, ou apenas precisa chorar sem motivo aparente.

É comum que os bebês tenham um período agitado quase na mesma hora todos os dias, geralmente entre o início da noite e meia-noite. Quando um bebê saudável chora ​​por mais de 3 horas por dia, mais de três dias por semana, durante pelo menos 3 semanas, pode ser devido à  uma condição conhecida como cólica. Isso pode ser perturbador, mas a boa notícia é que é de curta duração - a maioria dos bebês supera com cerca de 3 meses de idade.

Você pode tentar acalmar o seu bebê. Alguns são consolados pelo movimento, como balançar ou passear rapidamente pela sala, enquanto outros respondem a sons, como música suave ou o zumbido de um aspirador de pó. Pode levar algum tempo para descobrir o que melhor conforta seu bebê durante esses períodos de estresse.

Devo me preocupar?

Converse com seu médico se o seu bebê parece chorar por um período incomum de tempo, se o choro parecer estranho para você, ou se o choro está associada com a diminuição da atividade, má alimentação, ou a respiração e movimentos incomuns. O seu médico será capaz de tranquilizá-la ou procurar uma razão médica para a aflição do seu bebê. As chances são de que não há nada errado, e sabendo disso, pode relaxar e ficar calma quando o seu bebê está chateado.

Aqui estão algumas outras razões para o choro prolongado:

    O bebê está doente. Um bebê que chora muito quando está  no colo ou sendo embalado, pode estar doente. Chame o seu médico, especialmente se o bebê tem uma temperatura de 38 ° C ou mais.
    O bebê pode ter uma irritação nos olhos. A córnea arranhada ou "corpo estranho" no olho de um bebê pode causar vermelhidão e lacrimejamento. Chame o seu médico.
    O bebê está com dor. Um fecho da fralda aberta ou outro objeto poderia estar cutucando a pele do bebê. Dê uma olhada em todos os lugares, até mesmo cada dedo das mãos e dos pés (às vezes, o cabelo pode ficar enrolado nos dedinhos de um bebê e causar dor).

Se você tem alguma dúvida sobre a capacidade do seu recém-nascido para ver ou ouvir, você deve levá-los ao seu médico imediatamente. Mesmo recém-nascidos podem ser testados usando o equipamento sofisticado, se necessário. Quanto mais cedo um problema em potencial é detectado, o melhor que pode ser tratado.

Revisado por: Mary L. Gavin, MD
Fonte: Kids Health

Tradução: Lean F. Franco

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Linguagem de sinais para bebês diminui frustração

Antes de falar, bebês podem indicar se estão com fome, sede ou calor. Método é eficaz, mas só vale se não desgastar o vínculo entre mãe e filho

Renata Losso, especial para o iG São Paulo



Foto: Getty Images 
Criança sinaliza: ensiná-los a se comunicar é como ensinar a dar tchau
Quando o bebê começa a chorar incessantemente, mães costumam agir por tentativa e erro até descobrir o que o aflige. Mas para Natália Sant’ana Hayashi, de 29 anos, essa dificuldade durou pouco. Por volta dos oito meses de idade, Bárbara, filha de Natália, era capaz de demonstrar o que queria usando linguagem de sinais. Nas últimas décadas, estudos científicos revelaram que os bebês, antes de aprenderem a falar, são capazes de se comunicar por meio de gestos e sinais com mais facilidade do que se imagina. Para a mãe, foi um alívio. Assim como para muitos pais norte-americanos.

Uma das pioneiras no assunto é Linda Acredolo, especialista em desenvolvimento infantil, cofundadora do Programa de Sinais para Bebês (Baby Signs Program) e coautora do livro “Sinais: A Linguagem do Bebê –Como se Comunicar com o Seu Bebê Antes que o Bebê Possa Falar” (M. Books). Em entrevista por e-mail, ela afirma que já existem mais de mil instrutores da linguagem de sinais para bebês nos Estados Unidos, além de representantes em diferentes países, dispostos a ensinarem mães interessadas.

Para Linda, além da comunicação, a linguagem de sinais para bebês reduz a frustração, mostra aos adultos que os bebês são mais espertos do que se imagina, enriquece o vínculo entre mãe e filho e promove um desenvolvimento emocional mais saudável. E não é complicado. “Ensinar sinais é como ensinar os bebês a acenarem ‘tchau’: uma simples ação combinada a uma palavra, que deve ser repetida consistentemente, muitas vezes e em diferentes situações”, diz.

Janaina Vessio, à época secretária bilíngue e hoje mãe em tempo integral, leu o livro de Linda e decidiu ensinar a linguagem de sinais ao filho Nicholas (veja vídeo ao final da página). Ele tinha oito meses. “Resolvi aplicar com o Nick depois de ler muito e entender que a frustração e as birras estão relacionadas ao fato do bebê não conseguir expressar o que quer”, escreveu. Hoje a mãe define Nicholas, com pouco mais de três anos, como um “menino esperto e capaz de lidar muito bem com frustração”. “Acredito que isso tenha a ver, sim, com os sinais”.

Ela pretende ensinar a linguagem de sinais para os gêmeos Noah e Olivia, hoje com três meses, quando for a hora.


Foto: Getty Images 
Método se baseia na associação dos sinais aos objetos, de maneira consistente, acompanhados da repetição da palavra
Gestos brasileiros

No Brasil, a linguagem de sinais começou a ser difundida recentemente. Natália aprendeu com a especialista em estimulação pré-natal e infantil Paula Olinquevitch, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Little Genius. Segundo ela, as mães podem começar a apresentar os sinais um pouco antes dos seis meses. A partir de cerca de oito meses – período que varia de bebê para bebê – os primeiros sinais começam a aparecer. Foi por volta desta idade que Bárbara olhava para a mãe e fazia sinais dizendo que estava com calor ou frio.

A cantora Wanessa Camargo também recorreu a Paula para aprender como mostrar ao filho José Marcus, de três meses, a linguagem de sinais. O curso é simples e dura cerca de duas ou três horas. As mães aprendem a parte teórica sobre os sinais e um repertório básico. “Na primeira aula as mães já aprendem vinte sinais”, diz Paula.

A linguagem de sinais para bebês não é tão complexa quanto a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). As crianças surdas, por exemplo, irão aprender toda a gramática de LIBRAS, linguagem que não será utilizada apenas por um período curto. Já as outras crianças só precisarão aprender os sinais para se comunicarem até o momento em que começam a falar. Até lá, os pais não podem se esquecer de continuar acompanhando os gestos com a linguagem verbal.

Foto: Getty Images 
Após um tempo, a criança associa o sinal ao objeto
Entre sinais e palavras

Para Camila Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz, em São Paulo, ensinar ao bebê a linguagem de sinais é uma atitude extremamente benéfica. “A criança realmente tem a capacidade de aprender”, comenta. Os receios de que os gestos substituam a fala e atrasem o desenvolvimento verbal da criança são refutados pela neuropediatra Saada Resende de Souza Ellovitch, especialista em neurodesenvolvimento. “(A linguagem de sinais) é um método alternativo, não prejudica a entrada auditiva. É uma entrada sensorial a mais para o cérebro”.

Esse estímulo pode fazer com que as crianças tenham um ganho de vocabulário e comecem a falar mais precocemente. Mas tudo depende do desenvolvimento natural da criança.

De acordo com o neurologista e neuropediatra Mauro Muszkat, da Unifesp, o bebê começa a processar o mundo primeiramente através da mediação gestual e intuitiva para depois chegar à linguística. Para ele, a linguagem de sinais irá, sim, estimular a comunicação verbal precoce. Mas o principal é pesar os ganhos e investir na sintonia com a criança. “A afetividade com que a mãe conduz o vínculo é mais importante na comunicação do que o estímulo”.

Fonte: http://delas.ig.com.br/filhos/linguagem-de-sinais-para-bebes-diminui-frustracao/n1597726598925.html

terça-feira, 15 de maio de 2012

O be-a-bá do blablablá: as primeiras palavras do bebê



Foto: Getty Images 
 
 
 
Ambiente e genética se cruzam para determinar a idade em que surgem as primeiras palavras
Desde o primeiro contato com o bebê, no momento de seu nascimento, uma das principais alegrias de qualquer mãe ou pai é ouvir a primeira palavra que sairá da boca de seu filho. Se será “mama” ou “papa”, tanto faz. O importante é que desde muito cedo a comunicação entre pais e filhos pequenos seja estabelecida de maneira efetiva, a fim de que antes mesmo de largar a fralda seu bebê já saia por aí rasgando o verbo. E olha que isso é mesmo provável e possível.


Não que antes mesmo de completar seu primeiro aninho os bebês estejam prontos para sair por aí bradando o hino do time do coração de seu pai, ou cantando os ingredientes da receita do bolo favorito da sua mãe. Mas uma coisa é verdade: quem exercita, desde o momento do nascimento, a comunicação – ainda que inicialmente gestual – com seus filhos, contribui para que eles estejam mais preparados para encarar o desenvolvimento da comunicação oral nas primeiras etapas da vida.
“Muito antes da emissão das primeiras palavras, os bebês já estão familiarizados com a linguagem e se expressam de diversas maneiras, como pelo choro e pela movimentação corporal. O feto é capaz de ouvir, ainda que de forma atenuada, a partir do quinto mês de vida intrauterina e desde as primeiras semanas de vida o bebê prefere a voz humana entre outros sons, particularmente se essa voz for a materna”, conta Rosa Resegue, presidente do departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo e coordenadora do Projeto Desenvolver da Unifesp.
Até os 8 meses, o vínculo comunicativo que o bebê estabelece com o mundo ainda não é intencional, mas é a primeira maneira que o cérebro encontra para comunicar seus anseios e necessidades. Aos 9 meses, ele passa a usar gestos, movimentos do corpo e vocalizações. E, entre 11 e 12 meses, a fala pode começar a surgir. O cronograma não é regra, mas passar demais destes períodos para começar a esboçar os primeiros fonemas pode ser um sinal de que seu filho está sentindo dificuldade para aprender a se comunicar.

Influências biológicas x ambiente
Junte as influências biológicas e culturais que a criança experimenta nos primeiros anos de vida ao processo de maturação neurológica característico de seu crescimento e você terá o sistema perfeito para ajudar a desenvolver em seu filho as habilidades da linguagem e de muitas outras coisas. No entanto, se algum desses fatores encontrar obstáculos para se completar, pode ser que leve um pouco mais de tempo para seu bebê soltar o verbo.
Jaime Luiz Zorzi, fonoaudiólogo especializado em linguagem, doutor em educação e autor, entre outros, do livro “Aprendizagem e Distúrbios da Linguagem” (editora Artmed), conta que os fatores de retardamento das habilidades orais podem ser dos mais variados. “Distúrbios funcionais, falhas neurológicas, problemas de amadurecimento do sistema nervoso central, bem como surdez ou outros tipos de deficiência auditiva podem ser grandes responsáveis por dificultar o processo de aprendizagem da fala em crianças pequenas”, conta. Por isso, quando os primeiros sinais de dificuldade ou desinteresse em comunicação aparecem, é necessário se consultar com especialistas a fim de rastrear a verdadeira razão do problema.
Episódios de otite (inflamações do ouvido), tão frequentes nas primeiras fases da vida, também podem contribuir para que o bebê tenha mais dificuldades na hora de aprender a falar. O desenvolvimento da fala está diretamente relacionado à audição. Como a infecção no ouvido pode acumular cera no ouvido da criança, ela não consegue escutar corretamente a fala de seus pais e das outras pessoas, e tem mais dificuldade de emitir sons que se pareçam com os deles.
De acordo com Anne Elise Vivo Rodrigues, fonoaudióloga e especialista em Linguagem Infantil pela Universidade de São Paulo, o repertório de sons que a criança adquire, e que vai inspirar sua própria fala, se desenvolve naturalmente de acordo com cada ano que a criança completa. Fonemas com “B”, “M”, “P” e “N”, por exemplo, são os mais fáceis de se adquirir. Como “mama” e “papa” são as palavras que a criança mais escuta, e contêm os fonemas mais fáceis de se reproduzir (até 1 ano e meio), os pais corujas de plantão podem se alegrar. Já encontros consonantais com “R” e “L” são os mais complicados, sendo verdadeiramente assimilados apenas por volta dos 5 anos.

Sinal amarelo
No meio desse desenvolvimento, chamar “água” de “aga” aos 3 anos é normal. Os pais devem começar a se preocupar apenas quando a criança mostrar desinteresse pela comunicação. Se aos 2 anos de idade, período em que a criança interage com o ambiente a pleno vapor, ela não se anima com a fala dos pais ou demonstra apatia para se expressar, é hora de consultar um especialista.


E tome cuidado na intervenção. “Quanto mais afastada da interação, mais insegura a criança se sente para interagir. Se ao invés de tentar corrigir a situação ludicamente os pais pressionam o filho a falar direito, a criança se sente fragilizada e distanciada da possibilidade de comunicação com o mundo”, explica Zorzi.
Por outro lado, estimular seu filho a falar errado, porque é “bonitinho” ouvi-lo dizer “aga” no lugar de “água”, é um erro tão fatal quanto reprimi-lo. “É importante que os pais, mesmo sem corrigirem a criança, falem de modo correto com ela evitando que as pequenas trocas se perpetuem. Espera-se que até os 3 anos a criança tenha uma fala que possa ser compreendida por todos e não apenas por seus pais e familiares”, diz a pediatra Rosa Resegue.
Nem elogiar o erro, nem pressionar pelo certo. O ideal para continuar estimulando a criança a exercitar novos fonemas é fazer com que a aprendizagem aconteça, desde muito pequeno, pela interação natural entre pais e filhos. “Quando a criança é pequena, por volta de 1 ano de idade, e sua comunicação ainda é mais gestual, não basta dar na mão tudo o que ela aponta. É preciso falar para ela como cada objeto de seu desejo ou necessidade se chama, para ela se acostumar com os sons”, sugere Anne Elise. “Para as crianças em fase escolar, a ideia é sempre conversar sobre como foi seu dia, o que ela fez, de modo que ela treine sua fala em conversas com a família”, completa a fonoaudióloga.


Fonte: http://delas.ig.com.br/filhos/o+beaba+do+blablabla+as+primeiras+palavras+do+bebe/n1237837329564.html