quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Como surge a criatividade no cérebro humano

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Você já se perguntou como funciona o cérebro de uma pessoa criativa? há anos, cientistas que estudam o cérebro humano e suas funções se perguntam como funciona a imaginação do homem, e por que somente algumas pessoas são capazes de criar obras de arte e inventar novos artefatos. Depois de uma série de estudos recentes, parece que finalmente chegaram a um resultado satisfatório.
Os pesquisadores Alexander Schlegel , Peter Kohler, Sergey Fogelson , Prescott Alexander , Dedeepya Konuthula e Peter Ulric Tse, do Departamento de Ciências Psicológicas e Cerebrais do Dartmouth College, concluíram que a imaginação humana deriva de uma ampla rede de áreas cerebrais, que manipulam ideias, imagens e símbolos coletivamente. Ou seja, a capacidade de criar em qualquer área, seja arte ou música, exige a capacidade de combinar diferentes representações mentais para formar outras novas.
Para realizar o estudo, os pesquisadores se concentraram nas formas visuais de imaginação. Eles pediram a um grupo de participantes para imaginar determinadas formas e manipulá-las pela combinação com outras formas.
Ao fazer o exercício, cada participante foi monitorado por um scanner de ressonância magnética que media a atividade cerebral. Os resultados mostraram que uma rede de áreas cerebrais foi ativada durante o exercício, sugerindo que funcionavam de forma conjunta.
As tarefas envolviam quatro áreas principais do cérebro: o córtex occipital, o córtex parietal posterior, o lóbulo quadrado e o córtex pré-frontal dorsolateral, áreas do cérebro que normalmente estão associadas aos processos da visão, atenção e execução de funções em geral.
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Além disso, o estudo mostrou que outras regiões também foram ativadas durante o experimento, o que reforça a ideia de que o trabalho mental criativo ocorre em uma rede bem mais ampla.
Embora o estudo da imaginação humana exista há muito tempo, este é a primeira pesquisa que fornece “novas evidências empíricas” que sustentam essa teoria, explicam os pesquisadores.
Segundo Schlegel, os resultados revelam o que torna o homem único em comparação com outros animais, e podem contribuir para o aprimoramento da inteligência artificial. “Quanto mais entendermos o funcionamento do cérebro, melhores máquinas poderemos projetar”, afirmou o cientista.

Fonte:
Discovery Notícias

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Colher antitremor ajuda portadores de Parkinson a se alimentar

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Para milhões de pessoas que sofrem do Mal de Parkinson, os tremores podem transformar as atividades diárias em batalhas árduas. Para aliviar o problema, uma startup criou a Liftware, uma colher com sensores que se mantém firme mesmo quando as mãos tremem.
Baseada na tecnologia dos smartphones, ela foi desenvolvida pela empresa Lift Labs, sediada em São Francisco, com o objetivo de diminuir a frustração dos portadores da doença na hora das refeições, explicou o fundador da startup, Anupam Pathak, neste vídeo.
A Liftware contém sensores de movimento semelhantes aos dos smartphones. Eles detectam o tremor e, em seguida, um microcontrolador e um microprocessador ajustam o cabo da colher para mantê-la estável. Uma pilha recarregável garante seu funcionamento durante várias refeições.
A Lift Labs declarou que pretende criar outros produtos, como pincéis para aplicação de maquiagem e um tipo de chaveiro que estabiliza as chaves. Por enquanto, a colher “antitremor” custa cerca de 300 dólares, mas a ideia é reduzir seu custo no futuro, segundo John Brownlee, da FastCoDesign.
A Liftware me lembrou do copo handSteady, criado pelo inventor britânico Chris Peacock depois que um membro de sua família foi diagnosticado com Parkinson. Ele contém esferas de rolamento e uma alça giratória que impede que a água seja derramada quando a mão do usuário treme.
Mas suas mãos não precisam tremer para que você possa entender o medo e frustração gerados por essa condição. Em breve, Michael J. Fox estrelará uma série nos Estados Unidos, vagamente inspirada em sua vida como ator com Mal de Parkinson. Ao discutir o aspecto cômico da série, Fox declarou ao Star Tribune: “Não há nada de terrível quando alguém diz: ‘Deus, estou farto desse tremor nas mãos’ e eu respondo:’ Eu também’. Essa é a nossa realidade”.
Imagino que a demanda por dispositivos sofisticados, que ajudem as pessoas com tremores a desfrutar de uma refeição agradável, aplicar maquiagem ou abrir rapidamente uma porta, só vai aumentar. Apesar dos avanços, as drogas que aliviam os tremores ainda têm limitações. Um dispositivo prático com diversos recursos, como um canivete suíço, seria bastante útil – e sem efeitos colaterais.



Fonte: Alyssa Danigelis
Discovery Notícias

Terapia robótica ajuda a melhorar caligrafia e movimentos manuais de crianças


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Desde sempre, muitas crianças e pré-adolescentes demonstram uma imensa dificuldade em escrever. Não por falta de alfabetização ou de conhecimento, mas por falta de coordenação motora, que atrapalha principalmente a caligrafia.
Pesquisadores ingleses, em parceria com colegas americanos, estão desenvolvendo um interessante aparelho robótico que pode ser a chave para as crianças praticarem e melhorarem sua coordenação manual.
O processo envolve, antes de tudo, um pequeno braço robótico, muito semelhante àquelas lâmpadas de mesa. A criança segura uma caneta, conectada ao braço robótico, e deve “jogar” alguns jogos apresentados na tela do computador.
Tais jogos envolvem movimentos variados de mão e pulso, comumente usados durante a escrita (e outras tarefas manuais), fazendo com que a criança aprenda os movimentos mais corretos de puxar e empurrar a caneta. A força exercida pelo braço também pode ser ajustada conforme o aprendiz ganha mais confiança.
No momento, os pesquisadores estão trabalhando com crianças de cinco a sete anos em Bradford, Inglaterra, investigando o nível de motivação e de divertimento do processo. As habilidades e tarefas manuais variam, e até mesmo tarefas mais simples, voltadas para crianças ainda menores, estão dando resultados positivos.

Fonte: Alexandre Ottoni & Deive Pazos
Discovery Notícias

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Como vive quem não consegue memorizar nenhum rosto

Homem cego | Crédito: BBC
Portador do transtorno enxerga perfeitamente, mas não consegue reconhecer ou identificar rostos
Imagine do dia para a noite não conseguir mais reconhecer seus pais, filhos ou parentes mais próximos. Você pode vê-los, mas não sabe quem são, nem se estão rindo ou franzindo a testa. Foi o que aconteceu com o britânico David Bromley. Após sofrer uma lesão no cérebro, ele passou a apresentar um transtorno pouco conhecido, a 'cegueira de feições'.
Bromley, de 67 anos, convive com a desordem, cujo nome verdadeiro é prosopagnosia, desde os 11 anos. As pessoas com esse problema enxergam, mas são incapazes de identificar rostos. Ou seja, veem olhos, nariz e boca, mas não reconhecem nem a si mesmos nem a seus interlocutores, bem como gestos ou emoções.
"Eu posso reconhecer minha esposa se eu for para casa, pois parto do pressuposto de que será ela quem estará lá. Mas se a encontrar na rua por acaso, não vou reconhecê-la", disse ele à BBC.
Segundo médicos, a ‘cegueira de feições’ afeta milhares de pessoas no mundo que, no entanto, não sabem que são portadoras do transtorno.
"Descobri que tinha esse problema quando fui a um encontro de amigos que não via há 30 anos. Dois deles tinham sido meus melhores amigos, fomos juntos a todos os festivais de música, viajamos juntos para a Espanha para trabalhar no verão. Éramos muito próximos, mas acabamos nos afastando pelos rumos diferentes que cada um tomou", conta Bromley.
Naquela ocasião, o britânico já estava se recuperando da lesão que havia sofrido no cérebro e pensava que a única sequela do acidente era a perda parcial de sua visão, que o impossibilitava de dirigir. Por essa razão, Bromley foi acompanhado do irmão ao encontro. A surpresa veio durante a conversa dentro do carro de volta para casa.
"Quando estávamos retornando, lembro que disse a meu irmão: 'Frank e Miky não mudaram nada, continuam exatamente os mesmos’, para logo em seguida, lhe perguntar: ‘Os dois estavam vestidos com teentops, não?' (espécie de suéter que esteve na moda nos anos 70)"
O que Bromley estava vendo, na verdade, era a memória que tinha de seus amigos daquela época. "Meu cérebro estava me dizendo que Frank e Miky estavam ali, mas a imagem que eu tinha deles não correspondia à realidade".
"Foi então que descobri que tinha cegueira para feições".

Congênita e adquirida

Segundo a literatura médica, existem dois tipos de prosopagnosia: uma congênita, na qual a pessoa já nasce com o transtorno e outra adquirida, que ocorre normalmente após algum tipo de dano cerebral.
Estima-se que 2% da população mundial apresentam o primeiro tipo do transtorno. No Brasil, estudos mostram que pelo menos 5 milhões de pessoas sofrem da desordem.
Mas Bromley faz parte do segundo grupo, que é raro.
"Esse segundo tipo é extremamente raro, já que a região do cérebro afetada é muito específica", explica à BBC Ashok Jansari, especialista no transtorno e professor de Neuropsicologia Cognitiva da Faculdade de Psicologia da Universidade do Leste de Londres.
"Estávamos de férias em Cuba. Um dia eu comecei a conversar com um homem da Dinamarca , quando uma mulher se aproximou de nós e disse 'Bom dia' , ao que eu respondi 'Olá, prazer em conhecê-la, pensando se tratar da esposa do dinamarquês, quando, na verdade, era a minha "
David Bromley, que sofre de 'cegueira para feições'
"A verdade é que eu não sei o que é pior: nunca ser capaz de reconhecer as pessoas ou parar de reconhecê-las aos 56 anos, como aconteceu comigo", questiona-se Bromley, para quem a doença é um constrangimento social.
"Estávamos de férias em Cuba. Um dia eu comecei a conversar com um homem da Dinamarca , quando uma mulher se aproximou e disse 'Bom dia' , ao que eu respondi 'Olá, prazer em conhecê-la, pensando se tratar da esposa do dinamarquês, quando, na verdade, era a minha", conta Bromley.
Situações como essas já se tornaram frequentes em sua vida. "Em outra ocasião, estava em uma piscina quando vi uma mulher loira em uma jacuzzi. Assobiei pensando que era minha esposa, quando, de repente, ouvi uma voz atrás de mim: 'David, o que você está fazendo?' Eu estava assobiando para a mulher errada."
Bromley não é cego. O problema acontece quando ele volta a cruzar com uma pessoa 10 ou 15 minutos depois de conhecê-la.
"Uma vez participei de uma reunião para um grande projeto. Tudo correu tranquilamente até que depois da reunião, fui ao encontro de outro cliente que trabalhava para a mesma empresa e com quem queria fechar um negócio. Ele me convidou para tomar um café quando um outro homem chegou e nos abordou. Eu lhe disse: 'Prazer em conhecê-lo'. A resposta dele foi: 'Mas nós nos vimos há 10 minutos na reunião!'".

Vergonha social

Desde então, Bromley se vê obrigado a explicar seu problema: "Toda vez que vou ver um cliente, digo que tive uma lesão cerebral que me deixou incapaz de reconhecer rostos e adianto que, se ignorá-los, não estou sendo hostil."
Esse tipo de constrangimento social também afeta a britânica Sandra, que não quis ser identificada na reportagem. Há 14 anos, ela teve uma encefalite (infecção no cérebro) que evoluiu para uma cegueira de feições.
Embora ela tenha desenvolvido uma versão mais branda da prosopagnosia, uma vez que pode reconhecer pessoas que conhecia antes de ter a desordem, prefere evitar o contato com elas.
"A vida com prosopagnosia é muito constrangedora, porque as pessoas me cumprimentam e eu não sei quem elas são. Caso seja alguém que esteja em seu local de trabalho (como o açougueiro ou o padeiro), posso adivinhar quem são. Mas se estão fora de contexto, não consigo reconhecê-las", conta ela à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
Sandra dá aulas em uma escola, mas seus alunos não sabem de sua doença. "Se eu vir alguém todos os dias, posso reconhecê-lo. Mas se eu encontrar um dos alunos na rua e ele me cumprimentar, posso inferir que se trata de uma criança da escola, mas não necessariamente sei quem é."
"Eu não digo nada a meus alunos, tento fazer um esforço para memorizar seus rostos", acrescenta .
Especialistas entendem as frustrações de Bromley e Sandra. "Não reconhecer as pessoas pode causar um constrangimento social", diz Jansari, que acompanhou o caso dos dois britânicos.
"Hipoteticamente, se alguém tem prosopagnosia mas não sabe, e seu trabalho exige o reconhecimento de pessoas (como no caso de um guarda de segurança), então eles podem estar em maus lençóis. Mas duvido que esse tipo de situação ocorra, pois quem tem esse transtorno, mesmo sem saber, provavelmente vai dizer aos outros que "não é muito bom" em reconhecer rostos", explica o especialista.
No entanto, Jansari relata casos em que a pessoa teve de deixar o emprego por causa da doença. "Um exemplo aconteceu com um professor que estava tendo dificuldade em reconhecer seus alunos, o que estava causando problemas quando tinha de adverti-los".

Deficiência?

Colegas de trabalho de Sandra sabiam que algo estava errado com ela. "Mas agora a maioria dessas pessoas já saiu e há pessoas novas que não sabem do meu problema."
"A razão pela qual não falo da minha doença não tem a ver com o fato de as pessoas pensarem que eu não sou capaz de realizar meu trabalho. Eu não quero me sentir envergonhada ou que elas pensem que há algo de errado comigo."
Enquanto a prosopagnosia não é reconhecida como uma doença, Jansari defende que alguns casos deveriam ser tratados como tal.
A enfermidade não tem cura. "No caso da adquirida, uma vez que a parte danificada do cérebro não vai se recuperar, é impossível curar o problema", diz o especialista .
"Mas ainda não sabemos o que causa a prosopagnosia congênita. Mas, hipoteticamente, no futuro, se eles descobrirem que a causa é genética, isso talvez possa ser corrigido.”
Para os que sofrem prosopagnosia, só resta uma coisa a fazer: melhorar suas estratégias para reconhecer as pessoas.
"Se eu for às compras com a minha mulher, tento memorizar a jaqueta que ela está usando. Então, se eu vir alguém com uma jaqueta amarela e cabelos loiros, sei que se trata da minha esposa", diz Bromley.
O esforço que David depreende em estudar o rosto das pessoas que só vê uma vez fez com que ele passasse por um constrangimento certa vez em uma entrevista de emprego.
"O entrevistador me disse que eu o estava olhando como se fosse um serial killer".
"Às vezes estudo o rosto das pessoas com tamanha intensidade que pode parecer intimidador. Tento encontrar uma característica de cada um, como uma cicatriz ou a cor dos cabelos, para poder me lembrar depois com quem conversei", acrescenta.
Mas essa estratégia não é 100% eficaz.
Jansari, da Universidade do Leste de Londres, conta que, mesmo que David tente observar tudo noss mínimos detalhes, incluindo a linguagem corporal, viu certa vez uma foto de quem pensava ser o cantor George Michael "quando, na verdade, era minha, da época em que eu tinha barba comprida e usava brinco de ouro".
"É muito angustiante", confessa David. "Todo o tempo eu tenho que me concentrar em pessoas e lugares, porque (a doença ) também afeta a minha percepção geográfica ".
"Preciso melhorar minhas estratégias de reconhecimento", diz ele.

Cinco coisas que você precisa saber sobre a prosopagnosia

  1. "Prosopagnosia " vem das palavras gregas "prospon" (cara) e "agnosia" (inabilidade de reconhecer).
  2. A prosopagnosia congênita ou verificada na primeira infância é chamada de "prosopagnosia desenvolvimental". Nesses casos, normalmente, não há uma causa médica conhecida.
  3. O transtorno também pode ocorrer como resultado de uma lesão cerebral. Nesse caso, é chamada de "prosopagnosia adquirida".
  4. Os pesquisadores sugerem que a prosopagnosia desenvolvimental pode ter herança genética.
  5. Especialistas acreditam que uma parte específica do cérebro está envolvida no processamento e reconhecimento facial. Essa região é chamada "área fusiforme da face".
Fonte: Universidade do Leste de Londres

Fonte:


Brasil começa testes de vacina contra dengue em outubro

Primeira dose: o Brasil é candidato a receber a vacina já que, no país, a doença é endêmica é há recursos viáveis que compensam o investimento farmacêutico
Vacina contra dengue começará a ser testada em brasileiros em outubro (Jeffrey Hamilton/Thinkstock)

Em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Butantan inicia em outubro os testes em seres humanos da vacina brasileira contra dengue. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia dado autorização em agosto para o início dos testes no país. A vacina, que é estudada desde 2006, já foi testada nos Estados Unidos. Nenhum dos voluntários americanos havia contraído dengue. As informações são da Agência Brasil.
Os testes no Brasil serão realizados em três etapas. Na primeira, serão recrutados cinquenta voluntários de São Paulo — todos adultos saudáveis, que nunca contraíram o vírus e com idade entre dezoito e 59 anos. Esse grupo será imunizado em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Na segunda etapa, participarão também pessoas que já tiveram a doença. Nessa fase, serão recrutados mais 250 voluntários das cidades de São Paulo e Ribeirão Preto, no interior do estado, e a vacina será aplicada em dose única.
Na terceira e última fase, pessoas de diversas idades e regiões do Brasil serão submetidas aos testes. Os resultados dessa etapa servirão de base para a solicitação do registro da vacina na Anvisa. A previsão é de que, se os testes forem bem sucedidos e após feito o registro, a vacina esteja disponível para a população dentro de cinco anos.
Pesquisa — A vacina tetravalente (protege contra os quatro tipos do vírus) começou a ser desenvolvida em 2006, em parceria com institutos de saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no território americano e, posteriormente, enviados ao Instituto Butantan, em 2010. A expectativa é de que a vacina seja capaz de imunizar, em uma só dose, contra os quatro tipos do vírus que causa a dengue.
Nos Estados Unidos, a vacina já foi testada em mais de 600 americanos e se mostrou eficaz contra os todos tipos de vírus. Os voluntários não apresentaram efeitos colaterais significativos, apenas dores e vermelhidão no local da aplicação — reação considerada normal após uma vacinação.

Fonte: Veja

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Cientistas detectam atividade cerebral em coma profundo

Eletroencefalografia: estudo mostra que, mesmo em coma profundo, pode ocorrer atividade cerebral no hipocampo, região relacionada ao aprendizado e à memória
Eletroencefalografia: estudo mostra que, mesmo em coma profundo, pode ocorrer atividade cerebral no hipocampo, região relacionada ao aprendizado e à memória (Thinkstock)
Cientistas descobriram um novo tipo de estado de coma, mais profundo do que o conhecido atualmente. Nesse novo estado, o coma está em um estágio além do marcador de morte cerebral atual — a linha reta do eletroencefalograma, que indica nenhuma atividade cerebral. No novo tipo de coma, no entanto, uma pequena atividade cerebral volta a acontecer. O estudo foi descrito no periódico médico Plos One.
Os pesquisadores puderam observar essa atividade cerebral em um paciente que se encontrava em coma profundo e estava recebendo medicamentos antiepilépticos. “O médico Bogdan Florea, da Romênia, entrou em contato com nossa equipe porque observou um fenômeno inexplicável no eletroencefalograma de um paciente em coma. Percebemos que havia uma atividade cerebral, até hoje desconhecida, no cérebro desse paciente”, conta Florin Amzica, principal autor do estudo e professor da Universidade de Montreal.
Para estudar melhor o fenômeno, os pesquisadores decidiram recriar o estado do paciente em gatos, animal usado como modelo para estudos de neurologia. Com o anestésico isoflurano, induziram 26 gatos a um coma profundo, mas reversível. Os animais deixaram de apresentar atividade no córtex, região dominante do cérebro, passando a apresentar uma linha reta no eletroencefalograma. Porém, em seguida, todos apresentaram oscilações geradas no hipocampo (parte do cérebro responsável pela memória e pelo aprendizado), que eram transmitidas para o córtex, da mesma forma como havia sido observado no paciente.
Morte cerebral — Os autores ressaltam, no entanto, que a descoberta não significa que o conceito de morte cerebral utilizado até hoje esteja incorreto. “Pessoas que decidiram ou precisaram desligar os aparelhos de um parente não precisam se preocupar ou desconfiar dos médicos. Os critérios atuais para diagnosticar morte cerebral são muito rigorosos. Nossa descoberta pode, em longo prazo, levar a uma redefinição de critérios, mas estamos longe disso”, afirma Amzica.

Potencial terapêutico — Um dos potenciais da descoberta é a possibilidade do uso terapêutico de um coma extremamente profundo. Quando alguns pacientes se encontram em condições muito severas, os médicos induzem o coma para proteger o organismo e o cérebro, até que a pessoa possa se recuperar.
Segundo Amzica, o coma mais profundo — produzido nos gatos — pode oferecer uma proteção ainda maior. Isso porque a ausência total de atividade cerebral do coma induzido pode levar à atrofia no cérebro, algo prejudicial ao paciente. Assim, um estado de coma em que uma pequena parte da atividade é mantida pode ter o efeito contrário, e ser benéfico. Ainda serão, entretanto, necessários mais estudos para que essa hipótese seja confirmada.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Human Brain Activity Patterns beyond the Isoelectric Line of Extreme Deep Coma

Onde foi divulgada: periódico Plos One

Quem fez: Daniel Kroeger, Bogdan Florea e Florin Amzica

Instituição: Universidade de Montreal, Canadá, e Centro Médico Regina Maria, na Romênia

Resultado: Os pesquisadores encontraram um novo tipo de atividade cerebral no hipocampo, que ocorre em um estado de coma profundo, quando não há mais atividade na região principal do cérebro

Fonte: Veja

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Gel de glicose ajuda a proteger prematuros de danos no cérebro

Pesquisadores usaram um gel de glicose para elevar o nível de açúcar no sangue de prematuros
Uma dose de açúcar em forma de gel quando esfregada na parte de dentro da bochecha pode ser uma forma barata e eficaz de proteger bebês prematuros de desenvolver danos no cérebro, dizem especialistas.
Um em cada dez bebês nascidos antes do tempo são afetados por um nível baixo de açúcar, que, se não for tratado, pode causar danos permanentes.
Pesquisadores da Nova Zelândia testaram a terapia que utiliza o gel de glicose em 242 bebês que estavam sob seus cuidados e, com base nos resultados, sugeriram que a medida fosse adotada como tratamento de primeira linha.
O estudo foi divulgado na publicação científica The Lancet.

Hipoglicemia

O tratamento com gel de glicose custa um pouco mais de R$ 3,50 por bebê, e é mais fácil de administrar do que a glicose dada por terapia intravenosa, disseram Jane Harding e sua equipe da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.
O tratamento atual típico envolve alimentações suplementares e exames de sangue regulares para medir os níveis de açúcar.
Mas muitos bebês acabam em unidades de tratamento intensivo e passam a receber glicose intravenosa quando os níveis de açúcar no sangue permanecem baixos - uma condição que os médicos chamam de hipoglicemia.
O estudo procurou avaliar se o tratamento com açúcar em gel pode ser mais eficaz do que a alimentação suplementar em reverter a hipoglicemia.

Custo benefício

Neil Marlow, do Instituto de Saúde da Mulher da University College London, disse que, embora o gel de glicose tenha caído em desuso, estes resultados sugerem que ele pode ser "ressuscitado" como um tratamento.
"Nós agora temos boas evidências de que o gel tem seu valor", disse Marlow.
Para Andy Cole, diretor-executivo da Bliss, uma instituição de caridade para bebês prematuros, "esta é uma pesquisa muito interessante, e nós estamos sempre abertos a tudo que possa ajudar no tratamento de bebês nascidos prematuros ou doentes."
"Este é um tratamento com bom custo benefício, que pode reduzir as internações em centros de terapia intensiva que já estão com capacidade máxima de pacientes."

Fonte: BBC